Texto de João Viana
“…..Alma deriva da geração de artistas que ao longo
dos últimos vinte, trinta anos, fazendo frente a um mundo visual saturado,
optou pela apropriação e reciclagem de imagens de proveniência diversa. No entanto, a sua inclusão neste grupo é discutível, dado que, em vez de seguir
a via habitual do roubo incondicional de referências, citações históricas e respectiva reciclagem resultante numa dispersão de significado, o seu caso tem vindo a revelar uma orientação idiossincrática restrita...”“Que Alma nos queira embevecer com o mundo da infância pode parecer, em flagrante, o seu propósito. Mas ainda que à primeira vista se evidencie aqui uma boa imitação da tendência infantil, compulsiva, para escrever e pintar nas superfícies mais impróprias, o vandalismo da autora, só aparentemente
inocente, vai obviamente bem mais longe……”“Neste espaço fluido, transparente e teatral manifesta-se uma interacção de mútua influência gráfica e plástica - entre a pulsação do fundo (encenando a realidade) e os desenhos que se lhe sobrepõem (paradigmáticos do imaginário infantil). Desta agitação resulta a força expressiva de um ambiente de tempo perdido, nostálgico e metafísico….”
dos últimos vinte, trinta anos, fazendo frente a um mundo visual saturado,
optou pela apropriação e reciclagem de imagens de proveniência diversa. No entanto, a sua inclusão neste grupo é discutível, dado que, em vez de seguir
a via habitual do roubo incondicional de referências, citações históricas e respectiva reciclagem resultante numa dispersão de significado, o seu caso tem vindo a revelar uma orientação idiossincrática restrita...”“Que Alma nos queira embevecer com o mundo da infância pode parecer, em flagrante, o seu propósito. Mas ainda que à primeira vista se evidencie aqui uma boa imitação da tendência infantil, compulsiva, para escrever e pintar nas superfícies mais impróprias, o vandalismo da autora, só aparentemente
inocente, vai obviamente bem mais longe……”“Neste espaço fluido, transparente e teatral manifesta-se uma interacção de mútua influência gráfica e plástica - entre a pulsação do fundo (encenando a realidade) e os desenhos que se lhe sobrepõem (paradigmáticos do imaginário infantil). Desta agitação resulta a força expressiva de um ambiente de tempo perdido, nostálgico e metafísico….”
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